Blog

Novos horizontes: quando oportunidades transformam trajetórias

A jovem Jéssica Maria Ribeiro, moradora do território Cidade de Deus, em Sete Lagoas – MG, olha para a própria trajetória e destaca como os seis anos de participação nos projetos da CDM foram importantes para ampliar aquilo que conseguia enxergar como possível para o futuro.

Em um cenário em que jovens de 15 a 29 anos representam aproximadamente 25% da população brasileira, segundo dados do IBGE, as desigualdades sociais ainda determinam quem pode acessar oportunidades, direitos e espaços de participação. Na prática, esses jovens não partem das mesmas condições nem dispõem das mesmas possibilidades para construir seus projetos de vida.

Nesse contexto, iniciativas que promovem uma juventude digna, pautadas pela democratização do acesso a oportunidades e pelo fortalecimento do protagonismo e da participação juvenil, tornam-se fundamentais para enfrentar desigualdades e ampliar horizontes. Mais do que criar oportunidades, essas iniciativas contribuem para garantir que todos os jovens tenham o direito de sonhar, escolher seus caminhos e transformar suas próprias realidades.

Jéssica chegou ao bairro ainda criança e, buscando construir novas relações em um espaço que ainda lhe era desconhecido, passou a participar dos projetos da CDM no território, motivada por uma tia que já conhecia a iniciativa. Antes de ingressar nos projetos, ela se descrevia como uma menina introvertida.

“Quando comecei a frequentar os projetos e a realmente conviver com pessoas mais da minha idade, pessoas diferentes daquelas com quem eu estava acostumada a conviver, do meu círculo familiar, fui desenvolvendo algumas habilidades, como comunicação e empatia. Acredito que cada projeto teve sua parcela no meu desenvolvimento”, compartilhou.

Durante os anos em que participou das iniciativas da CDM, Jéssica esteve envolvida em diferentes projetos, entre eles o Semeando Futuro e o Conexão e Trabalho. Que tinham como objetivo fortalecer o protagonismo juvenil e promover o desenvolvimento integral de adolescentes e jovens, por meio de oficinas de socialização, ações de contribuição comunitária e atividades de qualificação e preparação para o mercado de trabalho.

Ao falar sobre o impacto dos projetos em sua trajetória, Jéssica Ribeiro o define como uma “virada de chave”. Segundo ela, foi nesses espaços que, pela primeira vez, conseguiu ampliar sua visão sobre o futuro e perceber novas possibilidades para sua trajetória.

Esse processo foi acompanhado pelo desenvolvimento de habilidades que ultrapassam os conhecimentos teóricos, como comunicação, empatia, capacidade de escuta e respeito às diferenças. Entre as lembranças mais marcantes, Jéssica ressaltou as dinâmicas em grupo, que abordavam temas sérios e sensíveis de maneira leve e participativa.

Ao refletir sobre a importância da CDM para sua trajetória e para o território em que está inserida, Jéssica destacou:

“Ter iniciativas como a CDM é essencial para os jovens que estão se formando e ainda não sabem para onde estão indo, o que procurar ou o que esperar. Ter realmente um norte, com pessoas que nos acolhem com tanto carinho, sabedoria e empatia, é crucial e essencial para o desenvolvimento de todos nós.”