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Territórios em Rede: Comitê Social amplia articulação e fortalece iniciativas comunitárias

A CDM acredita que o fortalecimento de territórios e organizações é um dos caminhos para promover uma transformação social sustentável e de impacto. Nesse sentido, a organização tem “Territórios em Rede” como uma de suas soluções. Por meio do fomento ao desenvolvimento local, a solução utiliza metodologias e estratégias que potencializam capacidades, oportunidades e iniciativas já existentes nos territórios, além de incentivar a autonomia.

O Comitê Social de Pires e Barnabé, realizado no bairro Pires, em Congonhas – MG, desde 2023 e composto por moradores da região, empresas e equipamentos público, é um exemplo de atuação da organização por meio da solução “Territórios em Rede”. A iniciativa, apoiada pela Vale conta com a participação das empresas JMendes, MRS, Construtora Barbosa Mello, ATERPA e Civil Master, além da parceria local com o poder público municipal, tem como objetivo fortalecer a participação social, a organização das lideranças e a articulação intersetorial com a comunidade.

A iniciativa se consolida como um espaço permanente de diálogo e construção coletiva, no qual os participantes podem apresentar suas demandas, discutir os desafios do território e construir, de forma conjunta, possibilidades de atuação e soluções. Para isso, conta com reuniões, rodas de conversa, oficinas, capacitações e ações comunitárias, planejadas coletivamente a partir das necessidades identificadas e voltadas à transformação das demandas em projetos, parcerias e ações concretas.

Ao longo de sua trajetória, o Comitê passou a contribuir não apenas para a aproximação entre os diferentes atores, mas também para o surgimento de novas iniciativas voltadas ao fortalecimento das OSC’s locais.

Com esse avanço, as instituições do território passaram a demandar maior capacidade de captação e gestão de recursos, ao mesmo tempo em que foram identificadas lacunas relacionadas à execução de projetos e à prestação de contas. Diante dessas necessidades, a CDM construiu, de forma colaborativa, uma proposta de capacitação voltada às instituições, mobilizando o apoio das empresas parceiras, engajadas em contribuir para o fortalecimento institucional das organizações.

A partir das necessidades identificadas coletivamente, foi estruturado, com financiamento da Construtora Barbosa Mello e Aterpa, um projeto de capacitação em gestão de recursos, elaboração e execução de projetos, organização documental e prestação de contas.
“Além da qualificação técnica, o Comitê fortalece o diálogo, a participação e a articulação entre instituições, promovendo a construção coletiva, a corresponsabilidade e relações mais equilibradas, reforçando a autonomia, os vínculos e a identidade coletiva do território”, destacou Ana Luiza Castro, Assistente de Projetos da CDM.

Esse movimento exemplifica o compromisso que a CDM busca fomentar em suas iniciativas: incentivar a autonomia dos participantes, para que os próprios moradores identifiquem as necessidades e lacunas locais e possam construir coletivamente soluções em prol do desenvolvimento territorial. Além disso, representa um avanço importante na consolidação do Comitê como um espaço efetivo de desenvolvimento comunitário.

Patricia Dantas, integrante do Comitê, moradora do Bairro do Pires e atuante em diferentes iniciativas comunitárias, compartilhou sua percepção sobre a evolução da iniciativa e o fortalecimento da relação entre a comunidade e as empresas:

“A evolução dessa caminhada, que a gente já vem construindo há um longo prazo, é muito significativa. Já faz mais de um ano que estamos nesse processo e os laços vêm se estreitando a cada dia mais. Com isso, a gente tem acesso às empresas, às empreiteiras, podendo, sim, buscar apoio para os nossos projetos sociais, para as nossas ideias e para os nossos sonhos de uma forma mais clara e mais prática.”

A atuação da CDM por meio do Comitê, reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de pessoas e comunidades a partir do protagonismo e da autonomia. Ao reconhecer e potencializar os saberes, as capacidades e as iniciativas já existentes nos territórios, a organização busca fortalecer os moradores como agentes de transformação, ampliando sua capacidade de contribuir ativamente para o desenvolvimento de suas comunidades.