
I. Escutar, dialogar e caminhar junto: o que realmente sustenta a CDM há 40 anos
Há quarenta anos, a CDM nasceu de um gesto simples: aproximar-se das pessoas. Antes de qualquer método, documento ou planejamento, havia um desejo muito humano estar próximo, deixar-se tocar pelas histórias, reconhecer o valor que existe em cada pessoa e em cada comunidade.
Hoje, ao abrir o ano em que completamos quatro décadas, percebemos que aquilo que nos trouxe até aqui continua sendo o que mais nos guia: um profundo interesse pela pessoa. É isso que, ano após ano, molda nosso modo concreto de estar no mundo.
II. Escutar: quando alguém se põe diante da gente com sua vida inteira
Nas comunidades, nas reuniões de equipe e nos encontros formativos, aprendemos que a escuta verdadeira não é técnica, é postura. É curiosidade para ouvir o que o outro tem a nos dizer.
Quando uma mãe nos conta porque luta por sua casa; quando um jovem narra seu primeiro emprego; quando uma equipe divide as dores e desafios do território… ali não ouvimos apenas relatos. Ouvimos um pedido silencioso: “leve minha história a sério.”
E descobrimos, ao longo dos anos, que as transformações mais sólidas começam exatamente aí: quando alguém percebe que sua palavra encontrou acolhida.
III. O diálogo que cria pertencimento
Na CDM, dialogar não é debater ideias, é construir caminhos.
É criar um espaço onde todos cabem, olhar nos olhos e permitir que a palavra circule até que novas possibilidades apareçam.
Nossos processos: dos comitês internos ao Prosa de Sexta, do reposicionamento institucional às formações de campo, avançam porque, pouco a pouco, as pessoas se reconhecem parte.
Nem sempre começamos alinhados, e muitas vezes precisamos ajustar o rumo no caminho. Mas é justamente nesse trabalho paciente de aproximar visões e escutar diferenças que a CDM encontra sua força.
É nesse movimento que nasce algo precioso e sempre frágil: o pertencimento.
IV. Corresponsabilidade: o impacto que só acontece quando muitos colocam o melhor de si em jogo.
A CDM não caminha sozinha e não pretende fazê-lo.
Nos territórios, o que sustenta o impacto é a soma de forças, a partilha das dores e das alegrias, o compromisso real de cada ator em fazer sua parte.
Chamamos esse modo de agir de (CO)³ convergência, cooperação e corresponsabilidade. Mas, no fundo, trata-se de algo profundamente humano: quando nos reconhecemos uns nos outros, percebemos que transformar não é tarefa individual, mas movimento coletivo.
V. Quarenta anos depois, seguimos acreditando no mesmo ponto de partida
Celebrar os 40 anos da CDM em 2026 não é olhar para trás com nostalgia.
É olhar para cada rosto que encontramos e reconhecer o que sempre nos moveu: a dignidade de cada pessoa, que floresce quando alguém é escutado, convidado a dialogar e chamado a participar.
Se você está caminhando conosco, como colaborador, parceiro ou simplesmente alguém que acompanha nosso trabalho, fica aqui um convite simples e profundo: vamos continuar escutando, dialogando e nos corresponsabilizando juntos.
É assim que a CDM nasceu.
É assim que a CDM cresceu.
É assim que queremos viver os próximos quarenta anos.
Ernane Souza
Diretor presidente da CDM Projetos Sociais de Alto Impacto desde 2014. É responsável pela representação institucional, comunicação, relacionamento com financiadores, coordenação das equipes de projetos e pela supervisão técnica dos serviços de engenharia e eficiência energética prestados pela Associação. É pós-graduado em Gestão de Energia com especialização “European Energy Manager” pelo ISITEC (2019) e possui certificação em Medição e Verificação (CMVP) pela Efficiency Valuation Organization (EVO, 2015). Também é pós-graduado em Gestão de Responsabilidade Social pelo Instituto de Educação Continuada da PUC Minas (2009).
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