
Envelhecer não significa desacelerar sonhos, significa reinventá-los.
O Brasil vive um significativo processo de envelhecimento populacional. Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2022, 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, correspondem a aproximadamente 15,6% da população total. A população com 60 anos ou mais cresce em ritmo constante, transformando não apenas a pirâmide etária, mas também as demandas sociais, econômicas e comunitárias do país.
Diante dessa realidade, surge uma pergunta essencial: como queremos envelhecer enquanto sociedade?
Na CDM, acreditamos que cada fase da vida carrega potência, experiência e novas possibilidades de construção. É com esse olhar que desenvolvemos nossas ações voltadas à pessoa idosa, unindo sustentabilidade, empreendedorismo e geração de renda a um propósito maior: fortalecer autonomia, pertencimento e dignidade.
ENVELHECIMENTO ATIVO: MAIS DO QUE UM CONCEITO, UMA PRÁTICA
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o envelhecimento ativo como “o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem”.
Esse conceito dialoga diretamente com o que vivenciamos em nossos projetos. Aqui, envelhecer é participar, aprender, produzir, conviver, gerar renda e continuar sonhando. A pessoa idosa não é espectadora da própria história, é protagonista. Quando promovemos oficinas de geração de renda, incentivamos autonomia. Quando criamos espaços de convivência, fortalecemos vínculos. Quando valorizamos experiências acumuladas ao longo da vida, reafirmamos um direito garantido por lei: o de continuar participando ativamente da sociedade.
OPORTUNIDADES DE TRANSFORMAÇÃO
Os projetos promovidos pela CDM, a partir da escuta e da avaliação de cada grupo de pessoas a serem atendidas, estimulam o reaproveitamento de materiais, a criatividade e o desenvolvimento de produtos com potencial de comercialização. Dessa forma, trabalhamos a educação ambiental e o empreendedorismo de forma acessível, respeitando histórias, saberes e trajetórias.
Mas o que realmente nos move é ver cada participante reconhecer o próprio valor.
São mudanças que não aparecem apenas em relatórios, aparecem nos olhares, na postura, na forma de falar sobre si.
SUSTENTABILIDADE TAMBÉM É GARANTIR QUE CADA GERAÇÃO TENHA CONDIÇÕES DE VIVER COM DIGNIDADE E PARTICIPAÇÃO SOCIAL.
Para a CDM, sustentabilidade vai além do cuidado ambiental. Ela está alinhada à construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e consciente. Um compromisso que dialoga com a agenda global da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década do Envelhecimento Saudável (2021–2030).
Sustentabilidade é garantir que a pessoa idosa tenha espaço, voz e oportunidade. É reconhecer que a experiência é um patrimônio social. É transformar convivência em apoio, e aprendizado em autonomia.
A VOZ DE QUEM VIVE ESSA TRANSFORMAÇÃO
“Eu me chamo Terezinha, tenho 72 anos, moro em Contagem e estou amando o projeto. A primeira diferença é que agora estou mais feliz, mais alegre, porque tenho a companhia de muitas pessoas. Minha mente ficou melhor. Estava muito desocupada. Agora estou ocupada com o projeto. Também estamos trabalhando com reciclagem de vidro e plástico, ajudando o meio ambiente. O projeto, para mim, é algo que nos faz crescer. Mudou muitas coisas na minha vida.” — Terezinha, participante dos projetos promovidos pela CDM desde 2023, atualmente integrante do Projeto Maturidade Consciente.
Depoimentos como esse mostram que o verdadeiro impacto social começa internamente, na autoestima, na confiança e no sentimento de pertencimento. Cada participante impactado amplia o alcance da transformação dentro de casa, na comunidade e na sociedade.
NOSSO COMPROMISSO
O fortalecimento do protagonismo da pessoa idosa está alinhado a importantes marcos e diretrizes nacionais e internacionais, como: O Estatuto do Idoso, que assegura direitos fundamentais e participação social, o Conceito de Envelhecimento Ativo da OMS, a Década do Envelhecimento Saudável (2021–2030), promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Na CDM, esses princípios se materializam em ações concretas. Apenas em 2024, nossos projetos alcançaram 7.991 participantes — entre eles, 623 pessoas idosas. Ao longo de 40 anos de atuação potencializamos, promovemos e incentivamos o desenvolvimento de milhares de beneficiários, reconhecendo em cada pessoa um valor único e essencial para a transformação social. Por meio de atividades de convivência, geração de renda, educação ambiental e fortalecimento da autonomia, reafirmamos o nosso compromisso com o envelhecimento ativo, digno e participativo.
Seguimos construindo, junto com cada participante, caminhos para um envelhecimento mais ativo, sustentável e digno. Porque, quando a pessoa idosa se reconhece como protagonista, toda a sociedade avança. Conheça nossos projetos e faça parte dessa transformação.
Taimara Rodrigues
Estudante de Pedagogia, atua como educadora social na CDM, desenvolvendo ações voltadas à sustentabilidade, ao empreendedorismo e à geração de renda com pessoas idosas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 9 mar. 2026.
CDM – PROJETOS SOCIAIS. Transparência. Belo Horizonte: CDM, [s.d.]. Disponível em: https://cdm.org.br/transparencia/. Acesso em: 9 mar. 2026.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Demográfico 2022: população por idade e sexo – resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 9 mar. 2026.
Organização das Nações Unidas (ONU). Década do Envelhecimento Saudável (2021–2030). Nova York: ONU, 2020. Disponível em: https://www.un.org. Acesso em: 9 mar. 2026.
Organização Mundial da Saúde (OMS). Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005.
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