
Se você já esteve em campo, sabe: existem transformações que não cabem em planilhas. A mudança que acontece no olhar, no gesto, na palavra reencontrada, essas escapam às métricas tradicionais, mas nem por isso devem ser ignoradas.
Na CDM, acreditamos que a avaliação é parte da missão. Não como obrigação, mas como consequência natural de quem quer acompanhar de perto os efeitos, visíveis e invisíveis, de sua presença nos territórios.
Foi com essa premissa que reformulamos nosso sistema de avaliação de impacto. E ao colocá-lo em prática no Projeto ELO, percebemos algo essencial: avaliar pode ser um gesto de escuta profunda, de inteligência institucional e de construção de confiança.
Um sistema que nasce da pergunta certa
A maioria das metodologias de avaliação parte de marcos lógicos externos, de indicadores pré-definidos ou de sistemas pensados para prestação de contas. Nossa abordagem partiu de outro lugar: da missão da CDM.
A pergunta que orienta o processo é uma só: Estamos, de fato, encontrando o bem de cada pessoa e contribuindo para transformar o mundo ao nosso redor?
A partir dessa pergunta, surgiram as dimensões que hoje estruturam nossa escuta: cinco olhares complementares, que atravessam as histórias pessoais, os vínculos comunitários, os aprendizados silenciosos e os movimentos coletivos. Essas dimensões, transformação pessoal, pertencimento comunitário, confiança, articulação em rede e legado coletivo, revelam aspectos profundos dos processos sociais que mobilizamos, e nos ajudam a perceber quando um projeto realmente se torna parte da vida das pessoas.
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