
O projeto Entrelinhas realizou, nos meses de fevereiro e março, quatro passeios culturais à Casa Rosada Gasmig Minas, espaço que reúne uma série de exposições itinerantes e permanentes. As visitas tiveram como objetivo estimular o acesso das pessoas idosas a espaços culturais da cidade, incentivando o contato com a arte, a história e o patrimônio de Belo Horizonte. A iniciativa é promovida pela CDM, com patrocínio do Instituto Unimed-BH, da Vallourec e da Fundação Vallourec.
A visita também buscou despertar o interesse por novas experiências e fortalecer o sentimento de pertencimento, além de promover momentos de convivência. Durante a atividade, os participantes conheceram a exposição “Habitar o /in/visível – Coabitar a cidade”, com curadoria de Marconi Drummond e Maurício Meirelles. A mostra explora a conexão entre o passado e o presente do território onde foi construída Belo Horizonte.
Os participantes demonstraram grande interesse pela proposta da exposição, sobretudo pela forma como ela aproxima e conecta diferentes momentos da história da cidade. Em muitos momentos, os beneficiários se familiarizaram diretamente com as histórias apresentadas pela equipe da Casa Rosada, reconhecendo elementos de suas próprias vivências.
“O passeio foi maravilhoso. A partir da mostra, percebi que conheço Belo Horizonte, mas não sabia a história da cidade. Dentro do projeto, a gente aprende muito e, quando participamos desses passeios, vemos as fotos, escutamos os comentários e observamos os detalhes. Isso nos faz voltar no tempo. Parece até um tempo que a gente nem viveu, porque muitas dessas histórias acabam sendo apagadas. Por isso, essas visitas são tão importantes. Elas mostram para a gente como é fundamental sair, conhecer e entender como Belo Horizonte realmente foi construída e como a sua história foi feita”, compartilhou Bernadete Barbosa Pimenta, 58 anos, beneficiária do projeto Entrelinhas.
Destaca-se a importância e o impacto da promoção de iniciativas culturais como essas para o público envelhescente, pois elas contribuem diretamente para o aumento do bem-estar e da qualidade de vida ao promover estímulo mental e convivência social. Ao participar de atividades culturais, como a visita à Casa Rosada, as pessoas idosas têm a memória, a curiosidade e o aprendizado contínuo estimulados, o que contribui para o envelhecimento ativo. Outro aspecto importante é que essas experiências ajudam a resgatar memórias afetivas e a fortalecer a identidade.
Após esse tipo de ação, também é possível perceber um maior envolvimento dos beneficiários nas atividades do projeto, com maior abertura a novas propostas e sugestões culturais para futuras ações externas.
A CDM, por meio do projeto Entrelinhas, incentiva a reflexão sobre novas formas de envelhecimento mais ativo e participativo, mostrando que essa etapa da vida também pode ser marcada por convivência, aprendizado e novas experiências, reforçando que cultura e memória são caminhos importantes para o bem-estar e a qualidade de vida para todos.
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